Escultura Religiosa
Anexos
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Miniatura
Número de registro
050
Denominação
Escultura Religiosa
Título
Nossa Senhora da Conceição
Autor
Classificação
Resumo Descritivo
Figura feminina, de meia-idade, em posição frontal, de pé sobre base atributiva; tem a cabeça levemente inclinada para a esquerda, o olhar abaixado, cabelos compridos, cobertos pelo véu, com duas pontas aparentes, caídas sobre os ombros; braços flexionados à frente, faltando as mãos; perna direita levemente dobrada, a outra reta; pés em ângulo, calçados por sandália. Vestida com uma túnica cingida na cintura, mantelete curto, preso por firmal no centro do peito; manto jogado por trás e enrolado entre os dois braços, e véu curto. Base atributiva, em forma de um globo azulado, despontando duas cabeças de anjos e tufos de nuvens pelo lado esquerdo, e com uma serpente enrolada, no lado oposto. Peanha simples, em madeira retangular, com as bordas superiores chanfradas. Sobre a cabeça leva uma coroa de ouro, aberta, com a parte inferior recortada e delimitada por perolados, pontinhos e motivos fitomorfos estilizados; com a parte superior em três hastes curvas, frisadas, unidas superiormente, onde estão arrematadas por cruz latina.
Material
Ouro Lavrado | Pedra | Tinta
Técnica
Local de produção
Data de produção
Características Iconográficas/Ornamentais
A representação artística da Imaculada Concepção da Virgem Maria foi um dos maiores desafios da iconográfia católica. O desenvolvimento desse complexo tema só teve seu desenvolvimento, e já tardio, a partir do século XII. (Lembre-se que somente em 1854, o papa Pio IX, proclamou o dogma à Imaculada Concepção da Virgem inquestionável). Na elaboração do tema fundiu-se duas imagens: da Virgem das Litânias, de mãos postas em oração, e da mulher descrita no Apocalípse, crescente como a lua (presente na base) brilhante como o sol. A estas imagens se acrescentaram outras, como a serpente mordendo a maçã, símbolo do pecado original; No mundo luso-brasileiro foi esta a representação que vingou da Conceição - padroeira do Império Lusitano desde 1646. O culto da Virgem da Conceição em Minas Gerais difundiu-se desde os primórdios da capitânia, quando a ela se dedicaram as primeiras igrejas matrizes, muitas ainda hoje de pé. (1) e (2)
Características Estilísticas
Escultura graciosa, de pequenas dimensões, de corpo esbelto, de panejamento movimentado, com uma dobra central, com rostos demarcados de forma delicada. Datável de fins do século XVIII.
Características técnicas
Peça esculpida em um só bloco de alabastro, policromada em azul (globo) e resquício de marrom (serpente); coroa em chapa de ouro martelada e cinzelada; base simples em madeira recortada (recente)
Referências Bibliográficas/Arquivísticas
Iconografia da Virgem Maria. Belo Horizonte, IEPHA, 1982 (Caderno de Pesquisa);||JUNIOR, Augusto de Lima. História de Nossa Senhora em Minas Gerais. Belo Horizonte, Imprensa Oficial, 1956.
