Canapé
Anexos
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Miniatura
Número de registro
240
Denominação
Canapé
Autor
Classificação
Resumo Descritivo
Canapé confeccionado em madeira (jacarandá), de linhas retilíneas, em estilo D. Maria I, ornado por filetes em madeira mais clara (pau-marfim), na técnica da marchetaria. Peça disposta para quatro lugares, tendo encosto composto por quatro espaldares. Cada espaldar é estruturado através de duas hastes horizontais, dispostas na parte central, ornadas por dupla de filetes, e, na parte superior, apresenta estrutura retangular vazada, ornada por motivos geometrizados, contornados por filetes, intercalando outras duas hastes horizontais. Os quatro espaldares encontram-se interligados através de seis estruturas de madeira, sendo as três superiores mais espessas e em formato retangular, e as três inferiores de formato quadrangular, fixadas por pregos. Apresenta braços laterais dispostos em leve curvatura e arrematados por volutas (uma de cada lado). Assento inteiriço, de formato trapezoidal, composto por palhinha trançada. Peça apoiada sobre seis pernas, de secção quadrangular. As três pernas dianteiras se afinam para baixo e as três posteriores, mais espessas, são ligeiramente abauladas e voltadas para trás. Apresenta dois travejamentos em “H”. As duas pernas dianteiras das extremidades são arrematadas, na parte superior, por estruturas longilíneas em curva, onde se encaixam os braços. Parte frontal do móvel com ornamentação em filetes de madeira mais clara. Assento sustentado, na parte inferior, por duas hastes chapadas de madeira (para reforço).
Altura (cm)
85,2
Largura (cm)
183
Profundidade (cm)
53,8
Técnica
Local de produção
Data de produção
Conjunto com n°
248 a 276
Características Iconográficas/Ornamentais
Ornatos: filetes e estruturas geometrizadas. Sobre estilo Sheraton: "Sheraton, Thomas (1751-1806). Expoente do Neoclássico no mobiliário inglês cujo nome designa um estilo elegante e delicado que marcou a arte da ebanistaria européia na última década do séc. XVIII (...) Nos móveis Sheraton, linhas sóbrias dominam as superfícies planas (pintadas ou incrustadas), com filetes claros, embutidos, retilíneos ou curvos e com painéis folheados, geométricos ou delicadamente figurativos, com coloridos contrastantes (...). Dada a penetração das modas e costumes ingleses em Portugal, o estilo Dona Maria I mostrou-se grandemente marcado pelo gosto Sheraton.”. (1) Sobre estilo D. Maria I: "Estilo decorativo luso-brasileiro que floresceu durante o reinado de D. Maria I de Portugal (1777-1792) e a regência de seu filho D. João (...). No estilo Dona Maria, o Neoclássico francês e o inglês foram se mesclando com elementos e Império; motivos pompeianos convivem evoluídos de modelos anteriores. O estilo se estende por duas décadas do séc. XIX, ou seja, pelo reinado de D. João VI e pelo de D. Pedro I no Brasil independente. Com a vinda da família real para o Brasil em 1808, adquirimos excelente acervo de peças Dona Maria, bem como mão-de-obra especializada no mobiliário, na ourivesaria, etc.” (2)
Características Estilísticas
Peça de manufatura singela, de linhas retilíneas, com características do estilo D. Maria I, datável do início do século XIX, com influência do estilo Sheraton.
Características técnicas
Objeto confeccionado em madeira (jacarandá), de assento trapezoidal, com encosto composto por hastes horizontais e verticais tendo seis pernas de secção quadrangular. Apresenta ornamentação composta por filetes em madeira clara e dois travejamentos em “H”.
Referências Bibliográficas/Arquivísticas
MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio et alli. Dicionário de Artes Decorativas e Decoração de Interiores. Ed. Nova Fronteira, 1999. Pág. 348.||MOUTINHO, Stella Rodrigo Octavio et alli. Dicionário de Artes Decorativas e Decoração de Interiores. Ed. Nova Fronteira, 1999. Pág. 119.
